segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Istanbul II




Não descansei enquanto não vi o sol a pôr-se na "Sultan Ahmet Camii". Desta vez com mais expectativa e ansiedade de tornar a ver a sua grande estrutura em tons de azuis. Não é por acaso que é apelidada de "Mesquita Azul", tanto o seu exterior como os mosaicos e ornamentos do interior são dos tons da cor do céu e do mar.

É sempre uma excitação quando falo de Istanbul, mas realmente, esta cidade tem um poder sob mim inexplicável!
Esta é uma das razões. Aquando a hora de oração chega, sente-se arrepios de cima a baixo, os pássaros voam desenfreados pois o seu poiso no alto dos minaretes foi incomodado por um imã que chama os seus fiéis, o cheiro a elma çay (chá de maçã) anda no ar e mesmo não sendo muçulmano não se fica indiferente á melodia do chamariz.


Só me apercebi que lá estava quando pus os pés outra vez naquela cidade. Mais uma viagem para contar e uma história para guardar, ficando o desejo de ainda lá voltar SÓ uma vez mais.

Teşekkür Ederim!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Mbour, la ville de pêcheurs


Se há recordações que precisem de ser lembradas, esta é uma delas. Vila de pescadores, onde todos os dias chegam milhares (!!!) de homens ao fim da tarde nos seus barcos pintados com cores e símbolos senegaleses.
A primeira sensação foi o cheiro a peixe que se fazia sentir no ar. A areia da praia com espinhas e vísceras de peixes variados. Contudo, nada disto fez com que sentisse repugnância.

"This is Africa", e é.

Por entre um mercado com um ambiente nauseante de carne pendurada, esgotos a passar pelas ruas, o fritar dos peixes, crianças descalças a pedir "une piéce, une piéce" não posso deixar de dizer que o peixe assado aqui é do melhor que já comi na vida!

Da beleza do oceano, da simpatia e acolhimento de um povo e de alguma forma me deixar (ainda mais) tolerante.
Este post fica como um meio de reconhecimento do lugar e dos seus locais, mas também de agradecimento.



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mes Champs-Élysées....


A mais famosa e conhecida avenida de Paris ganha uma cor incrível quando vista do cimo do Arco do Triunfo.
Uma avenida que liga a Place de la Concorde até á Praça de Charles-de-Gaulle onde com algum custo ( e após um dia inteiro a andar) os 2 kms não me foram indiferentes.
Não que me queixe.
Esta avenue tem um simbolismo que representa a liberdade onde se realizaram paradas de vitória após as duas guerras mundiais.E mais...
As ruas transversais que contêm histórias e segredos de namorados, os jardins que ladeiam a avenida com árvores grandiosas e canteiros onde se situam os ateliers de Christian Dior juntando o som dos músicos amadores fazem parte do ritmo parisiense.
Afinal, é a cidade do amor.
A dor nos pés é completamente irrelevante quando se come um crepe de chocolate ao final da tarde.
Tudo, com glamour.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

La crociera a Venezia


É imprescindível uma viagem de vaporetto pelas águas que circulam á volta e por dentro de Veneza. A sua beleza vem desde o séc.X, quando se tornou numa importante província bizantina e que ficou ainda mais agradável com a construção da Basilica di San Marco.

A riqueza desta cidade está na sua arquitectura que vai desde igrejas, palazzos, pontes a fachadas que são distintas de várias épocas artisticas.

Na verdade, quando aqui cheguei, não tinha uma expectativa muito alta; pois para além de ser uma cidade reconhecida pelo seu romantismo e turismo, a ideia que me transmitiram era a de "mal-cheirosa", o que não se verificou.

Deambular pela Praça de S.Marcos (e ver a basílica), andar pelas ruas com montras de griffes famosas, passear de gôndola pelos canais, visitar um ou dois musues e ao fim do dia sentar-se numa esplanada a comer uma pizza, parece-me um dia em cheio. Mas um dia não basta. E à noite, com os edifícios iluminados, a cidade ainda ganha mais charme e dá vontade de reencarnar um pintor famoso.

Não reencarnei num artista, mas de Veneza trouxe a imagem de uma máscara carnavalesca e uma classificação máxima de todas as cidades que já visitei. Uma das eleitas.


(O sentimento que tive quando avistei Veneza pela primeira vez foi a de me fazer lembrar Constantinopla. Afinal, tinha tudo "a ver".)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ürgüp,Türkiye

Engane-se quem pense que as paisagens são o principal causador que faz um destino turístico; não seria possível admirar a paisagem "lunar" da Capadócia - interior da Turquia, senão fosse o contacto com o seu povo - a sua simpatia e amabilidade, assim como o seu cheiro, a gastronomia, a música...

Lembro-me de ter comprado um lenço (a minha pequena obsessão) a esta senhora com o seu filho, quando fizemos uma paragem no meio de kms e kms entre chaminés-de-fada. Ensinou-me como se punha o lenço, ofereceu-me um chá para beber e ainda, tirou sem qualquer receio uma foto comigo.
Talvez haja quem não entenda, mas este lugar tem qualquer coisa de especial. Seja eu numa vida passada um comerciante paquistanês ou um turco vendedor de tapetes na Anatólia, não esqueço esta viagem com sabor a fıstık .
Görüşürüz *

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Saly Portudal au Senegal


Após a longa - e atribulada,viagem desde o aeroporto internacional de Dakar "Yoff-Léopold Sédar Senghor" até Saly foi das maiores odisseias que já passei em toda a vida. Após longos 80kms feitos ás 3 da manhã, em que fomos mandados parar 3 vezes pela polícia (onde tinha sensação que me iam roubar ou raptar!) estava longe de esperar no que de manhã iria encontrar.

"LE PARADISE!"

As praias magníficas que pareciam tiradas de um filme algures numa ilha remota; a "comida", yassa- arroz com galinha ou o bom peixe "à la braise" /marisco que comi todos os dias sem enjoar; as pessoas, com os seus sorrisos puros, simpáticos e que se dobravam em gentileza quando eu lhes dizia: "Je suis portugaise!"; os animais, uma variedade enorme de lagartos entre eles osgas e varanos, os queridos pássaros "nocturnos" (baptizados assim devido ao barulho que faziam á noite) e os pelicanos. De facto nunca pensei em "encontrá-los" por aqui e eram a coqueluche dos resorts próximos da praia e que atraiam todos os que por ali passavam.

O carinho demonstrado por Portugal, talvez se deva aquando os portugueses ali passaram e deixaram vestígios, como as casa coloniais, por exemplo.
Agora, é a minha vez de deixar aqui o testemunho em como uma vila africana situada á beira do Oceano Atlântico, apesar da pobreza que vive, consegue ser feliz e deixar os "outros" com saudade.

Jërëjëf Saly.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Córdoba, España


Nas margens do rio Guadalquivir existe uma cidade de origens cartaginesas e que toma o seu expoente máximo quando Abd al Rahman III faz de Córdoba a capital do seu califado.

Aqui, judeus e cristãos viveram entre muçulmanos o que faz desta cidade "rica", teologicamente falando:
  • O bairro da Judería, de ruas estreitas e empedradas que vão dar à sinagoga;
  • a Mezquita Catedral, com 850 colunas de mármore, granito e jaspe que foi evoluindo desde a sua construção e assumiu o poder do Islão na Península Ibérica;
  • o Alcázar de los Reyes Cristianos, um palácio-fortaleza com terraços de água, fontes e jardins e que foram "habitados" por reis católicos.
Não se deve deixar de visitar os pátios andaluz que são adornados com vasos de flores, azulejos do tipo múdejar, de ferro forjado dos portões, laranjeiras, limoeiros e de uma fonte central.
Frescos de Verão e iluminados no Inverno.

O especial desta cidade está na mistura destes monumentos de séculos e religiões diferentes que são realçados com gerânios coloridos que contrastam com a "brancura" das casas.